Maio 06, 2025
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Representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e de seus sindicatos conseguiram, nesta quarta (7), o adiamento da votação de urgência do Projeto de Lei Complementar 078/2018 no Senado. O PLC autoriza a venda de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo do Pré-Sal que a Petrobrás adquiriu em 2010 através do Contrato de Cessão Onerosa, e cujas reservas excedentes podem chegar a 15 bilhões de barris de óleo e gás.

Os petroleiros percorreram os gabinetes do Senado para alertar os senadores sobre os imensos prejuízos que o projeto causará à Petrobrás e ao País se aprovado. Desde a semana passada, a bancada governista tentava colocar o projeto em pauta para votação em regime de urgência. De autoria do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), o texto foi aprovado a toque de caixa na Câmara dos Deputados em 20 de junho, sem qualquer debate nas comissões. E os entreguistas queriam fazer o mesmo no Senado, atropelando a tramitação normal.

“A brigada petroleira no Senado Federal demonstrou um belo resultado com o adiamento da votação de urgência. Continuaremos no Senado para convencimento dos senadores da necessidade da destinação de recursos oriundos do pré-sal a seus estados e municípios, e não somente para beneficiar as empresas petrolíferas internacionais. O petróleo é nosso!”, afirmou o diretor da FUP e do Sindpetro Bahia Leonardo Urpia.

Prejuízo - O engenheiro Paulo César Ribeiro Lima, consultor legislativo, especializado na área de petróleo e energia, alerta para o prejuízo que a Petrobrás terá se tiver que abrir mão de 70% das reservas da cessão onerosa. "Em razão de não haver o pagamento de participação especial, a produção sob o regime de cessão onerosa deverá proporcionar um grande aumento na geração de caixa da Petrobrás. Em 2022, a receita líquida da Petrobrás apenas com a produção de cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia sob o regime de cessão onerosa será de US$ 15,7 bilhões ou R$ 58 bilhões, utilizando-se uma taxa de câmbio de 3,7 Reais por Dólar. Nos anos seguintes, a receita líquida anual será ainda maior", destaca, alertando que diversas unidades de produção da cessão onerosa já estão contratadas e construídas e que, portanto, poderão entrar em operação no curto prazo, produzindo petróleo com altíssima rentabilidade.

“Não há qualquer justificativa técnica para a Petrobrás transferir a titularidade dessas áreas”, explica Paulo César, afirmando que o PLC 78 está na contramão do interesse público, pois irá isentar as empresas multinacionais do pagamento de participação especial.

 

Fonte: Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco Itaú se reuniu na quarta-feira (7), em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), para finalizar a proposta de renovação do Programa Complementar de Resultados (PCR), específico do banco.

A proposta foi tirada no último Encontro Nacional dos Bancários do Itaú, em junho de 2018, e será entregue ao banco na manhã desta quinta-feira (8).

Além do PCR, os trabalhadores também vão entregar ao banco uma proposta que levará ao debate de um Plano de Cargos e Salários (PCS) para os empregados do banco.

Leia mais ainda hoje aqui no site da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

Através de seu Departamento Jurídico, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense garantiu mais uma reintegração de bancário demitido pelo Bradesco.

No último dia 1º de novembro, o bancário Jucimar Toni de Melo, da agência Mesquita do Banco Bradesco, foi reintegrado pela Justiça do Trabalho, por ser portador de doença ocupacional. Jucimar tem 28 anos de serviços prestados ao banco, com passagens pelas agências de Petrópolis, São Pedro da Aldeia, Búzios, Carmo, Cabo Frio, Três Rios. Atualmente pertence à agência de Mesquita, onde foi demitido no dia 8 de maio deste ano de 2018. 

Apesar dos lucros recordes, os bancos insistem em demitir irregularmente. Os lucros dos três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander) somaram R$ 44 bilhões nos nove primeiros meses de 2018, crescimento médio de 10,1% em doze meses e rentabilidade variando entre 18,7% e 21,7%. 

Assim sendo, mais uma injustiça foi reparada. Isso demonstra como o Departamento Jurídico do SindBaixada é atuante e conhecedor dos problemas vividos pelos trabalhadores bancários. A decisão também reforça a importância do Sindicato na defesa da categoria.

Por isso, é fundamental que bancários se filiem ao Sindicato para fortalecer nossa luta e permitir que atuemos prontamente na defesa de seus direitos.

"Quero agradecer à equipe do Sindicato dos Bancários em Nova Iguaçu, assim como ao Dr. Murilo e equipe, e ao Sindicato dos Bancários de Petrópolis, cidade onde moro, que me atenderam muito bem", enfatizou Jucimar.

Na foto: Pedro Batista, Jucimar, Dr. Luiz Paulo e Sílvio Brandão. 

 

 

 

Os lucros dos três maiores bancos privados do país (Bradesco, Itaú e Santander) somaram R$ 44 bilhões nos nove primeiros meses de 2018, crescimento médio de 10,1% em doze meses e rentabilidade variando entre 18,7% e 21,7%.

“Os bancos continuam com lucratividade e rentabilidade elevados. Este é fato que pode ser verificado há anos, independente do cenário econômico. O que nos dá total segurança para dizer que, no Brasil, os bancos ganham com crise ou sem crise econômica”, observou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

Exploração dos clientes
Os bancos seguem ganhando com a prestação de serviços e a cobrança de tarifas e, até setembro de 2018, já arrecadaram um total de R$ 59,5 bilhões nesse item. Essa receita secundária cobre com folga as despesas de pessoal dessas instituições, incluindo-se, ainda, o pagamento da PLR. A cobertura das despesas de pessoal pela receita de prestação de serviços e tarifas variou entre 131% e 181%, nos três bancos.

Emprego e agências
Com relação aos postos de trabalho, em função de incorporações (das operações do Citibank no país, pelo Itaú e de empregados de empresas de TI, antes terceirizados, pelo Santander) o saldo nesses bancos foi positivo: 4.669 no Itaú e 1.102 no Santander. Ainda no Itaú, o saldo deve-se, também, à contratação de pessoal para a área de TI e de Seguros. No Bradesco, em função, ainda do PDVE implementado em 2017, o saldo segue negativo em 2.529 postos de trabalho, contudo, em comparação ao trimestre anterior, foram abertos 476 novos postos no terceiro trimestre.

Quanto à rede de agências, Santander e Itaú apresentaram saldo positivo, ainda que baixo: 8 agências físicas abertas no Itaú (e mais 17 agências digitais) e 21, no Santander. No Bradesco, o saldo foi negativo em 193 agências, no período.

Ativos
Os três ativos somados totalizaram R$ 3,7 trilhões, com alta média de 8,9% em relação a setembro de 2017. E a carteira de crédito total dos três bancos juntos atingiu R$ 1,5 trilhão, com alta de 10,2% no período. No segmento de Pessoa Física, os itens com as maiores altas são empréstimos consignados, financiamento imobiliário e cartão de crédito. Para Pessoa Jurídica, as carteiras de comércio exterior e veículos foram as que apresentaram variações mais expressivas.

Outras transações
As quedas consecutivas da taxa Selic proporcionaram aos bancos reduções das despesas com captação de recursos no mercado (exceto Itaú, onde o montante ficou relativamente estável). Os três bancos juntos gastaram R$ 21,7 bilhões a menos com captação em doze meses. Por outro lado, as quedas na taxa básica de juros reduziram, em parte, os ganhos com TVM (Títulos e Valores Mobiliários), o que não vem se verificando no Banco Santander (onde houve crescimento dessa conta, de 15,8%).

Entretanto, a despeito de todos esses elementos, a conta que vem chamando a atenção é a de resultado com imposto de renda e contribuição social. De janeiro a setembro de 2018, os três grandes bancos apresentaram queda em seus resultados operacionais e o crescimento dos lucros veio, principalmente do resultado com essas tributações. Juntos, Bradesco, Santander e Itaú, gastaram R$ 16,9 bilhões a menos essa tributação. Parte dessa economia se deve à entrada de créditos tributários a que tinham direito.

Leia também:
     > Bradesco lucrou R$ 15,7 bilhões nos nove primeiros meses de 2018
     > Santander lucra quase R$ 9 bi no Brasil nos nove meses de 2018
     > Lucro do Itaú chega a R$19,255 bi nos nove meses de 2018

Fonte: Contraf-CUT

Em relatórios voltados ao mercado e divulgados na grande imprensa, Itaú e Bradesco, as duas maiores instituições privadas do país, expressam seu apoio incondicional às medidas antipopulares anunciadas pelo economista e banqueiro Paulo Guedes, que vai estar à frente do superministério da economia do governo Bolsonaro (PSL). 


Especular mais

Na mensagem enviada aos correntistas, o Itaú Unibanco diz que “o momento é de investir em Bolsa e aproveitar para divulgar seus fundos multimercados como meio de aplicação” e recomenda investimentos em ações. 
“A afirmação do Itaú deixa claro que o único interesse dos bancos é a especulação financeira, para acumular mais riqueza, reafirmando a lógica rentista da economia brasileira, onde só ganha quem especula, em detrimento de quem produz e quem trabalha. Bolsa de Valores não gera empregos e o dinheiro vai para fora do país e para o bolso dos grandes investidores. A crise afeta as indústrias, comércio e serviços e principalmente, o trabalhador, menos os banqueiros, que a cada ano, aumentam os seus lucros”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso. No relatório o banco recomenda investimentos em ações, oferecendo seus próprios produtos e defende urgência na Reforma da Previdência.  Pela proposta anunciada por Paulo Guedes, o futuro superministro da área econômica do governo eleito, a Previdência será baseada na capitalização privada, um sistema que não deu certo para os trabalhadores no Chile, mas que desperta grande interesse nos bancos privados, de olho no mercado da previdência privada. 


Fim da CLT? 

Já o Bradesco diz que “nos sentimos revigorados para dar início a um novo ciclo de reformas estruturais no sentido da modernização do Brasil”, em outras palavras, o banco tem pressa em aprovar a Reforma da Previdência e defende a proposta do presidente eleito de pôr fim aos direitos previstos na CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Bolsonaro anunciou na campanha eleitoral o projeto de criar uma nova carteira de trabalho, verde e amarela, sem as conquistas previstas na legislação trabalhista. 
“Está claro nos relatórios que os bancos têm lado e certamente os interesses do sistema financeiro não são os da valorização do trabalho, geração de emprego e renda, direito à aposentadoria e da justiça social, mas unicamente o do lucro fácil da ciranda financeira”, conclui Nalesso. 

 

Fonte: Seeb RJ

A Contraf-CUT participará, nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo, do I Encontro Nacional LGBT da CUT. O evento, realizado pela Central Única de Trabalhadores, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos, tem o objetivo de mostrar a importância da resistência no combate à discriminação.

“O Brasil passa por um momento muito grave de retrocesso, no qual o conservadorismo oprime a diversidade de orientação sexual e a identidade de gênero. Essa discriminação causa consequências enormes na vida dos trabalhadores, por isso precisamos discutir como combater essa onda de violência e de preconceitos, também no local de trabalho”, afirmou Adilson Barros, diretor Exevutivo da Contraf-CUT.

O encontro contará com cerca de 40 participantes, dentre eles, membros do coletivo nacional LGBT da CUT, representantes dos coletivos LGBT das CUTs estaduais, secretários de políticas sociais e direitos humanos das CUTs estaduais e representantes de confederações filiadas à CUT.

Veja abaixo a programação completa do evento:

 

12 de novembro

- conjuntura nacional

- a população LGBT no mundo do trabalho

- informes dos estados

 

13 de novembro

- desafios e perspectivas da CUT na defesa dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras LGBTs

- organização e funcionamento do coletivo nacional LGBT da CUT

- organização e funcionamento dos coletivos LGBT das CUTs estaduais

- participação da CUT no CNCD/LGBT

- a pauta LGBT no 13º ConCUT

 

 

Fonte: Seeb SP

As tradicionais feijoadas mensais que acontecem em nossa Sede de Duque de Caxias e em nossa SubSede de Nova Iguaçu, já tem datas definidas no mês de novembro:

Dia 23/11 - SubSede de Nova Iguaçu

Dia 29/11 - Sede de Duque de Caxias

Esperamos todas as bancárias e bancários para mais dois eventos imperdíveis e deliciosos.

Até lá!

Mais de 70% da das últimas áreas de natureza selvagem intocadas do planeta estão localizadas em apenas cinco países, entre eles o Brasil, afirmaram cientistas nesta quarta-feira 31, chamando atenção para a insuficiente resposta de algumas dessas nações às mudanças climáticas.

Além do Brasil, Austrália, Canadá, Rússia e Estados Unidos compõem o grupo de cinco países, segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland e da Wildlife Conservation Society (WCS), publicado na revista Nature. A pesquisa exclui áreas intocadas na Antártida e em alto mar que não estejam dentro de fronteiras nacionais.

No total, ainda há natureza selvagem intocada – áreas terrestres e marítimas praticamente não afetadas pela expansão da humanidade – em apenas um quarto do planeta. Elas são refúgio vital para milhares de espécies ameaçadas pelo desmatamento e pela pesca excessiva e fornecem alguns dos mais eficientes mecanismos de defesa contra eventos climáticos devastadores provocados pelas mudanças climáticas.

"Pela primeira vez, mapeamos áreas de natureza selvagem terrestres e marinhas e mostramos que não resta muito", afirmou James Watson, professor de ciência da conservação na Universidade de Queensland e principal autor do estudo.

"Um punhado de países abriga muito dessa terra intocada e eles têm uma grande responsabilidade de manter o que resta de natureza selvagem", alertou.

Os pesquisadores analisaram oito indicadores do impacto humano sobre a natureza, incluindo ambientes urbanos, terras agrícolas e projetos de infraestrutura. Em relação aos oceanos, eles usaram dados sobre pesca, transporte industrial e derrame de fertilizantes para determinar que apenas 13% dos mares do planeta têm poucas ou nenhuma marca da atividade humana.

Donald Trump – presidente dos Estados Unidos, um dos cinco países do seleto grupo – anunciou que seu país vai deixar o Acordo de Paris sobre o clima, assinado por quase 200 países e cujo objetivo é conter o aquecimento global.

Tal passo também foi sinalizado pelo recém-eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, cujas posições em relação ao meio ambiente vêm repercutindo no cenário nacional e internacional e preocupando ambientalistas.

Leia também:
As ameaças de Bolsonaro ao papel central do Brasil no meio ambiente
Comunidades internacional adverte para a ameaça bolsonarista

O capitão reformado do Exército também cogita uma fusão entre os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura e, dois dias após o primeiro turno das eleições presidenciais, ele afirmou que pretende acabar com o "ativismo ambiental xiita" e também com a "indústria de demarcação de terras indígenas". Na ocasião, Bolsonaro falou em dar "retaguarda jurídica" aos produtores rurais, para que se defendam de invasões de terras. 

Na Rússia, vastas áreas de floresta de taiga e permafrost contêm trilhões de árvores que absorvem gás carbônico da atmosfera, atenuando os impactos das emissões de gases do efeito estufa. O governo russo, no entanto, tem sido vago quanto a seus compromissos em relação ao meio ambiente e o presidente  Vladimir Putin sugeriu no ano passado que as mudanças climáticas não são causadas pelo ser humano.

O mapeamento das áreas de natureza selvagem faz "soar os alarmes" da comunidade internacional, diz Watson. Devido ao consumo de combustíveis fósseis, madeira e carne, assim como à explosão populacional, somente 23% da Terra estão livres dos impactos da agricultura e da indústria, ressalta.

Há um século, as áreas intocadas correspondiam a 83% do planeta. Entre 1993 e 2009, uma área de natureza selvagem do tamanho da Índia foi perdida devido à ocupação humana, à agricultura e à mineração.

Os pesquisadores pediram mais leis para proteger áreas intocadas e incentivar a conservação ambiental. "É preciso que as nações legislem e não deixem a indústria entrar [nessas áreas]. A natureza precisa de uma pausa", afirmou Watson. "Acho que o mundo gostaria que esses [cinco] países dissessem que vão cuidar desses lugares."

O novo estudo foi divulgado na mesma semana em que o WWF alertou que as populações de animais do planeta diminuíram 60% desde 1970, devido sobretudo à ação humana. Watson e seus colegas da Universidade de Queensland e da WCS afirmam que as áreas de natureza selvagem da Terra estão passando pela "mesma crise de extinção que as espécies".

 

Fonte: Carta Capital

As vítimas do crime ambiental da Samarco, que devastou o Rio Doce e suas margens, realizam manifestações ao longo do curso do rio de 650 km a partir deste domingo (4). Na segunda-feira (5), o crime completa três anos, sem resposta real da Justiça e sem punição das empresas. Nenhuma casa foi construída, milhares não são reconhecidos, e a população denuncia que a Fundação Renova, constituída para restituir a sociedade e o meio ambiente, “empurra” os problemas sem previsão de reparação real na vida dessas famílias.

Para denunciar os três anos sem respostas e fortalecer a luta nas regiões, os atingidos e atingidas pelo crime da Samarco-Vale-BHP, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizam a Marcha “Lama no Rio Doce: 3 Anos de Injustiça”, até 14 de novembro.

A Marcha tem início nos dias 4 e 5 de novembro, com um encontro de mulheres que debate as consequências do crime na vida das mulheres e crianças na Bacia do Rio Doce, em Mariana, em Minas Gerais, de onde os atingidos seguem para iniciar o mesmo trajeto feito pela lama, até Vitória no Espírito Santo.

“As mulheres não são reconhecidas pela Renova; somos 70% que não são atendidas por nenhum dos programas em toda a Bacia. Nós é que temos que lidar com os problemas de saúde, a falta do território que tínhamos antes, a perda de laços comunitários e familiares que o crime trouxe, devemos ser reconhecidas e respeitadas”, reafirma a atingida Márcia, de Colatina.

Com a mensagem “Do Rio ao Mar: Não vão nos calar!”, a marcha realiza ações em outros dez municípios do trecho até o mar, com feiras de saúde, atos culturais, caminhadas, celebrações religiosas e assembleias. “Estamos fazendo uma marcha ampla, que vai unir nós atingidos de toda a Bacia do Rio Doce para lutarmos juntos, porque só assim somos ouvidas pela sociedade e atendidas pelas empresas criminosas”, afirma Letícia, do MAB.

Histórico do descaso

No dia 5 de novembro de 2015, a Barragem de Fundão, da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se rompeu e derramou 48,3 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos na natureza. A lama percorreu cerca de 650 km entre Mariana, em Minas Gerais, até a foz do Rio Doce no município de Linhares, Espírito Santo, espalhando-se por várias comunidades ao norte e ao sul da foz.

Atingiu, pela sequência, o córrego Santarém, o Rio Gualaxo do Norte, o Rio Carmo e todo o Rio Doce em um trajeto que compreende 43 municípios. Destruiu diversas casas, bens, modos de vida, fontes de renda, sonhos e projetos de vida. O rompimento matou 19 pessoas e provocou um aborto forçado pela lama no distrito de Bento Rodrigues (MG). Destes, ainda há um corpo desaparecido de um trabalhador direto da Samarco.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

Em debate que abriu a Semana da Consciência Negra, cujo dia é celebrado em 20 de novembro, professores e estudantes da Universidade Federal do ABC (Ufabc), em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, argumentaram, nesta segunda-feira (5) sobre a importância das políticas de cotas para negros em cursos de pós-graduação que, segundo os participantes, são ainda mais elitistas e restritos que os cursos de graduação.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) confirmam a percepção dos docentes e alunos ao indicam que, apesar do aumento no número de mestrandos e doutorandos negros, entre 2001 a 2013, que passou de 48 mil para 112 mil estudantes, essa parcela da população corresponde apenas a pouco menos de 30% dos alunos que cursam uma especialização.

"O que a gente tem no Brasil hoje é uma produção de conhecimento que é majoritariamente masculina e branca, só que esse lugar não é tomado como lugar racializado ou de gênero, mas é", explica a professora do departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) Márcia Lima ao repórter Jô Miyagui, do Seu Jornal, da TVT, acrescentando que inclusão é uma forma também de repensar o conhecimento acadêmico.

 

Fonte: Rede Brasil Atual