Maio 16, 2025
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A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco realizam na sexta-feira (14), a partir das 10h, a terceira reunião de negociações da pauta de reivindicações específicas para debater sobre questões de saúde e condições de trabalho, em busca da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários. Assim como acontece com todas as reuniões da Campanha Nacional dos Bancários 2020, a reunião será realizada por videoconferência.

“É um tema central desta campanha, não só por causa da pandemia do coronavírus, mas também porque é um debate que permeia a vida dos bancários, que trabalham para um dos setores que mais causam adoecimentos”, ressaltou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Precisamos debater a pressão excessiva pelo cumprimento de metas abusivas, que sempre foi um problema gerador de adoecimentos, e que se tornou ainda mais grave neste momento de pandemia”, acrescentou.

Dados de adoecimento

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), com dados da Previdência Social, comprovam que a categoria bancária é uma das que mais adoece por conta do trabalho. Entre 2009 e 2013, houve um aumento de 40,4% no total de benefícios concedidos aos bancários, enquanto que para as demais categorias profissionais o crescimento foi de 26,2%.

Ainda segundo dados do INSS, de 2009 a 2018 mais da metade (56%) dos afastamentos de bancários foram reconhecidos como doença do trabalho, sendo as mais comuns: depressão, ansiedade, estresse e as LER/Dort. As doenças psicológicas foram progressivamente tornando-se prevalentes; de 2013 em diante, passaram a ser maiores que as Ler/Dort.

Segundo o Observatório de Saúde do Trabalhador, do Ministério Público do Trabalho, a incidência das doenças mentais e tendinites entre bancários é no mínimo de 3 a 4 vezes maior que a da maioria da população. O que demonstra que o fator trabalho é crucial para essa incidência.

Entre 2012 e 2017 os bancos foram responsáveis por apenas 1% dos empregos criados no país, mas por 5% dos afastamentos por doença, ainda segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho.

Mas, para Fukunaga, além deste cenário comprovadamente adoecedor, existem agravantes no Banco do Brasil, que oferece diferentes planos de saúde para os seus funcionários. “O banco não unificou o serviço para os funcionários de bancos incorporados”, explicou.

Fonte: Contraf-CUT

Em meio à Campanha Nacional 2020, na qual o Comando Nacional dos Bancários prioriza a valorização da vida, os bancários do Itaú têm duas vitórias a comemorar: extensão do home office até o final de janeiro 2021 e a reabertura de agências para diminuir o fluxo pessoas nos locais.

Em vídeo que circula nesta quarta-feira (12) pelos funcionários do Itaú, o presidente do banco, Candido Bracher, afirma que a volta do trabalho aos polos administrativos só acontecerá após o final de janeiro de 2021. Bracher revelou ainda que o banco tem estudado opções para definir como se dará esta volta, com prioridade para o trabalho remoto.

“Desde o inicio da pandemia nós defendemos que os bancários que cumprir suas funções remotamente, devem permanecer assim até que esta situação se resolva, para preservar suas vidas e das pessoas com quem convivem. Esperamos que os demais bancos sigam o exemplo e também atendam nossa reivindicação”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e uma das coordenadoras do Comando Nacional.

O Itaú anunciou ainda a reabertura de 108 agências para diminuir o fluxo de pessoas nesses locais. “Os bancários estão na linha de frente de atendimento e, por isso, colocam suas saúdes em risco. Com esta ampliação de locais de atendimento, os clientes terão mais opções de atendimento, o que deve diminuir as aglomerações e a possibilidade de contágio”, afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Itaú (COE Itaú).

O banco informou também que vai fechar 23 agências. “Outra conquista fundamental foi a garantia de que todos os funcionários das agências fechadas serão realocadas. Ninguém será demitido”, finalizou o coordenador da COE.

Fonte: Contraf-CUT

Em plena pandemia, bancárias e bancários do Mercantil de diferentes agências de todo o país estão procurando os sindicatos para denunciar as cobranças abusivas e a pressão por parte da área comercial do banco para cobrar um seguro de vida chamado “Seguro Mais Proteção”.

De acordo com as denúncias, isso vem acontecendo sem o conhecimento e o consentimento dos clientes, na maioria das vezes aposentados e pensionistas do INSS, com pouca ou nenhuma instrução, o que é uma prática considerada abusiva e ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Segundo as denúncias, a exigência do Mercantil é que cada funcionário digite sua matrícula e senha antes do atendimento aos clientes. Caso haja reclamações por parte dos clientes por causa do seguro não solicitado, o Mercantil se isenta e passa toda a responsabilidade para o bancário que foi obrigado a repassar o produto sob ameaça de demissões.

De acordo com as denúncias, os funcionários do Mercantil do Brasil estão sendo cobrados praticamente de hora em hora através de vídeos, áudios e ligações para número privado. Segundo os bancários, as cobranças são feitas de forma agressiva e constante, o que eleva o estresse e o adoecimento. Segundo relatos, funcionários estão tendo pesadelos por causa da grande pressão para a venda de seguros.

Além disto, o Mercantil do Brasil foi um dos primeiros bancos a iniciar as demissões de trabalhadores, no dia 6 de junho, processo que só foi estancado após intervenção do movimento sindical junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) de Minas Gerais, que resultou em um acordo nacional de não demissão até 31 de agosto próximo.

Os sindicatos e trabalhadores do Mercantil reivindicam que não haja cobrança de metas durante a pandemia de Covid-19. “O compromisso de não demissão, até 31 de agosto, era para trazer mais segurança e tranquilidade para os funcionários, mas o assédio moral e a pressão absurda da área comercial do banco estão tirando o sono dos trabalhadores. Razoabilidade, bom senso e respeito estão bem longe das práticas de gestão adotadas pelo Mercantil do Brasil”, disse o coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Mercantil do Brasil, Marco Aurélio Alves.

Segundo Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil e diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, funcionários denunciam que estão sendo cobrados inconsequentemente para a venda do seguro, sem o consentimento dos clientes, e sofrendo várias formas de coações e ameaças como, por exemplo, que após o dia 31 de agosto, quem não atingir as metas estará entre os primeiros a serem demitidos. “A pressão psicológica é enorme e vários funcionários já nos relataram que não estão conseguindo aguentar mais. Com essas metas absurdas, o Mercantil do Brasil está ferindo os preceitos constitucionais que asseguram o trabalho decente, a saúde, a vida digna e a redução dos riscos inerentes aos trabalhadores”, ressaltou.

Fonte: Seeb/BH, com edições da Contraf-CUT

Nesta quinta-feira (13), às 19h, vai ter a Plenária Virtual da Campanha Nacional d@s Bancári@s. A plenária é promovida pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR). Vão falar sobre a campanha a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira; o presidente da Fetec- CUT PR, Deonisio Schmidt, e o presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Antônio Fermino.

Pandemia e Trabalho será o tema abordado por Marcio Kieller, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Paraná (CUT-PR), e pelo assessor jurídico Nasser Allan. O tema Bancos Públicos será desenvolvido pela representante do Banco do Brasil nas negociações da Campanha Nacional, Ana Smolka, e pelo representante da Caixa Econômica Federal, Zelário Bremm.

A atração cultural da plenária serão as apresentações de Chico César e da Ventura Power Band. Não perca! A plenária será feita no Zoom Webinar e as inscrições estão abertas.

Para participar da plenária virtual, é preciso se inscrever previamente no link https://forms.gle/TKiQCqrHk7cP8Qiq7. No dia 13 de agosto, os inscritos receberão no e-mail informado na inscrição o link para acessar a plataforma Zoom Webinar, em que será realizado o evento. As inscrições são limitadas.

A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) se reúne nesta quarta-feira (12), às 11h30, com a direção da Caixa para a negociação da Campanha Nacional 2020. Por meio de videoconferência, a segunda reunião irá debater Saúde e Segurança, um dos eixos de reivindicações definidas no 36º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef).

A saúde tem sido um assunto prioritário para os empregados, principalmente neste cenário de pandemia. Cobranças de metas abusivas, assédio moral para a volta ao trabalho presencial, condições de trabalho em casa e os direitos são questões que estarão em debate.

“Recebemos vários relatos de empregados exaustos e doentes por conta das jornadas extenuantes ou pelas cobranças que a Caixa tem feito. Precisamos preservar a saúde e segurança dos trabalhadores, essa é uma mesa bem importante”, avaliou coordenadora da CEE/ Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fabiana Uehara Proscholdt.

Segundo o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, a rotina dos empregados está sendo caótica com jornadas extenuantes e cobranças de metas. “Há relatos de trabalhadores que estão com a saúde mental afetada, além das jornadas extenuantes. Há trabalhadores que estão se sentindo deprimidos. A Caixa precisa negociar”, destacou o presidente.

Adoecimento da categoria

O adoecimento dos trabalhadores tem crescido nos últimos anos. Segundo uma pesquisa feita pela Contraf-CUT com quase 30 mil bancários, para mais da metade dos entrevistados (54,1%), o cansaço e a fadiga constante são resultados da cobrança excessiva pelo cumprimento de metas. A crise de ansiedade foi apontada por 51,6% como impacto na saúde.

Outros efeitos do trabalho exaustivo identificados na consulta foram dificuldade para dormir (39,3%); crises constantes de dor de cabeça (24,2%), e dores de estômago e gastrite (24,1%). Mais de um terço dos bancários (35%) recorrem a antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes para se medicarem.

A saúde mental dos empregados também tem sido afetada nesta pandemia. Antes da Covid-19, uma pesquisa encomendada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) à Universidade de Brasília (UnB)apontou que mais da metade dos empregados do banco (53,6%) disse ter passado por ao menos um episódio de assédio moral e 20% dos trabalhadores ativos entrevistados revelaram ter depressão ou ansiedade.

Para a professora titular de psicologia da UNB, Ana Magnólia, que assessora a Fenae no projeto de Saúde Mental “Não Sofra Sozinho” a pandemia pode intensificar as angústias. “Esses trabalhadores devem ser assistidos e devemos lutar para garantir seu tratamento”, afirmou.

Calendário de Reuniões da mesa específica da Caixa

12/08 – Temática: Saúde e Segurança
17/08 – Temática: Igualdade e Cláusulas Sociais
19/08 – Temática: Cláusulas Sociais

 

Fonte: Contraf-CUT

O Comando Nacional d@s Bancári@s voltou a negociar nesta terça-feira (11) com os representantes da Federação nacional dos Bancos (Fenaban). O tema foi Saúde e Condições de Trabalho. Enquanto os representantes da categoria apresentaram propostas para enfrentar os problemas de saúde dos bancários, provocados pelas condições de trabalho, metas abusivas e a ameaça da pandemia, a Fenaban defendeu a retirada de direitos conquistados.

As propostas apresentadas pelo Comando foram baseadas em consulta nacional feita este ano com quase 30 mil bancári@s. Cansaço e fadiga produzidas por metas abusivas, cobranças excessivas, ansiedade, dores de cabeça e outros males têm se agravado ao logo do tempo entre @s bancári@s.

“Estamos preocupados, com o adoecimento da categoria. Não dá para falar desse tema sem falar da pandemia, da crise sanitária que não tem dia para acabar porque não tem uma vacina ainda”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional. Entre as propostas apresentadas está a de que bancári@s que coabitam com parentes de grupos de risco trabalhem em regime de home office (teletrabalho). Na reunião também foi proposto pelo Comando que os bancos realizem testes do covid para todos os funcionários que estão em trabalho presencial.

Doenças

As metas abusivas foram apresentadas pelos representantes da categoria como responsáveis por inúmeras doenças, conforme dados da consulta feita entre os trabalhadores. Mais da metade dos entrevistados sofriam de cansaço e fadiga constante, resultado da cobrança excessiva pelo cumprimento de metas. A maioria também padecia de crise de ansiedade.

Mesmo com o quadro de adoecimento da categoria, os representantes dos bancos se mostraram pouco dispostos a aceitar as propostas. Sobre o teletrabalho para bancários que convivem com parentes de grupos de risco, os representantes da Fenaban disseram preferir não criar uma regra padrão sobre a questão. “O pessoal do grupo de risco tem que ficar em casa. Se alguém convive com eles, essa pessoa não pode estar exposta. Queremos preservar a vida dos familiares dos bancári@s”, disse Juvandia na negociação.

Retirada de direitos

Os representantes dos bancos também apresentaram propostas que significam, na prática, a retirada de direitos da categoria bancária. Uma delas é reduzir de 120 para 90 dias o pagamento de benefício emergencial de salário pelos bancos para os funcionários, enquanto o bancário recorre de alta indevida pelo INSS. Outro retrocesso proposto pela Fenaban foi a volta do rankeamento dos trabalhadores, com a divulgação dos “melhores” funcionários. A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) proíbe a divulgação de ranking por causar o constrangimento, assédio moral e pressão no ambiente de trabalho.

Outra clausula da CCT que a Fenaban quer mudar é a que regula a complementação salarial em caso de afastamento para tratamento quando  o benefício seja menor que o salário. Até agora, o funcionário pode ter essa complementação por 24 meses. A proposta da Fenaban é de que passe a ter uma carência de 12 meses entre um afastamento e outro, para que seja pago a complementação (retornando ao trabalho). “Estávamos querendo apenas mudar a redação da cláusula 57 para adequar à nova realidade do INSS, para atualizá-la e eles vieram com esse ‘contrabando’. Eles querem se livrar dos doentes”, afirmou o diretor de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Mauro Salles.

Tentativa de mudanças

Para Juvandia Moreira, nas últimas campanhas salariais a Fenaban tenta piorar essas cláusulas. “Eles não estão olhando para a saúde dos bancári@s só vêem o custo. Querem retirar direitos das pessoas que estão doentes. A negociação não foi boa. A gente vai insistir que tenha teste para todos, proteger a família dos bancári@s que coabitam com grupo de risco” disse a presidenta da Contraf-CUT.

Outra preocupação do Comando foi com a suspensão dos exames periódicos em casos de afastamento por motivos de saúde ou por homologação.

Os representantes da Fenaban disseram que a suspensão é para evitar o contágio na pandemia. “Tem bancos chamando os bancários de volta ao trabalho presencial. Não tem problema de contaminação? Tenho vários colegas que estão sendo ameaçados por abandono de emprego porque não têm exame de retorno”, falou Mauro Salles.

Ao final, a negociação desta terça-feira mostrou que a categoria bancária precisa se unir para fortalecer a negociação com a Fenaban. “Não vamos aceitar retirada de direitos. Não tem cabimento isso, com pessoas que estão adoecidas. @s bancári@s não vão aceitar”, afirmou Juvandia.

Fonte: Contraf-CUT

Entidades sindicais bancárias lançaram nesta terça-feira (11) um manifesto contra a MP 995/2020, que permite a venda de ativos pela Caixa Econômica Federal e viabiliza a abertura de capital de suas subsidiárias. No último sábado (9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) editou a MP. Assinam o manifesto entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), federações estaduais e sindicatos de todo o país.

“Desde 2016 entramos com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), questionando a privatização de empresas sem autorização do Congresso. Mas, o Congresso reviu essa proibição, permitindo que o governo faça privatização das empresas subsidiárias e não as empresas públicas. Então o governo cria subsidiárias para privatizar, para não precisar de autorização do congresso”, afirmou o secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto.

O dirigente sindical informou que serão retomadas as ações para criação de comitês de defesa da Caixa Econômica e a realização de audiências públicas nas Assembleias Legislativas dos estados e nas Câmaras Municipais. “Essa reação é importante para barrar esse avanço de privatização. Esse governo quer privatizar o máximo possível de todas as empresas que puder”, disse Takemoto.

Veja abaixo a íntegra do manifesto assinado pelas entidades.

As entidades da sociedade civil abaixo vêm manifestar total discordância com a Medida Provisória 995/2020, publicada na noite da última sexta-feira (07/08) em edição extra do Diário Oficial da União, com o objetivo de desmembrar e privatizar a Caixa Econômica Federal. Em seus dois artigos, a medida autoriza o governo federal a passar por cima do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal para fatiar a Caixa em subsidiárias que poderão, posteriormente, ser tiradas do Estado e divididas com investidores. 

Maior operadora das políticas públicas dirigidas à população brasileira, principalmente a parcela de menor renda, a Caixa é duramente atacada pelo governo federal justamente quando se mostra imprescindível para país e para o Estado. De acordo a MP, em seu artigo 2º, “tem por finalidade executar atividades compreendidas nos objetos sociais das subsidiárias da Caixa Econômica Federal, ou complementares a estes, e devem estar alinhadas ao plano de negócios de que trata a Lei nº 13.303, de 30 de junho de 2016, ou associadas a ações de desinvestimentos de ativos da Caixa Econômica Federal e de suas subsidiárias”. Este artigo frauda a Constituição Federal, que diz, em seu artigo 37, inciso 20, que “depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada”.

Ao Contrário do que dizem o Governo Federal e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a privatização atinge diretamente o coração e a razão de existir do banco público, pois a medida alcança “os objetos sociais” das subsidiárias da Caixa.

Com esta atitude, o Executivo exorbita seu poder e desrespeita a Constituição, quando impede que a Medida passe pelo Congresso antes de produzir seus efeitos. A Medida Provisória precisa de avaliação do Congresso para se concretizar. No entanto, até correr o prazo de 120 dias para que perca a validade, a medida tem efeitos imediatos a partir da sua edição. Ou seja, não precisa de autorização legislativa para começar a valer.

A Medida provisória também tenta burlar uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que decidiu, em junho de 2019, que a empresa-matriz não pode ser privatizada sem o crivo do Congresso.  Mas os ministros entenderam que as subsidiárias das estatais não precisam de autorização e podem, inclusive, serem vendidas sem licitação.  Como subterfúgio para burlar essa decisão, o governo tenta criar subsidiárias de atividades fundamentais à empresa-matriz, fatiando a estatal, e passa a vendê-las, diminuindo o tamanho da empresa-matriz.

A decisão do Supremo partiu de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.624, ajuizada pela Federação Nacional das Associações da Caixa Econômica Federal (Fenae) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), em novembro de 2016, questionando a venda de estatais sem a permissão do Poder Legislativo.

 Já prevendo a manobra do Governo, a Fenae e Contraf/CUT ingressaram, em dezembro de 2019, com embargos declaratórios para que fosse explicitado que o procedimento é inconstitucional. Estes instrumentos ainda não foram julgados. Portanto o Governo Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, utilizam esta brecha para “passar a boiada” das privatizações, como anunciado na reunião ministerial de abril deste ano, amplamente divulgada pela mídia.

A escolha de adotar uma Medida Provisória deixa clara a intenção do Governo em atuar à revelia dos outros poderes para prevalecer sua agenda privatista. Por definição constitucional, Medida Provisória só pode ser editada quando prevalece a urgência e relevância. No entanto, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, já havia anunciado, ainda em 2019, que uma Medida Provisória com este conteúdo estava em análise pelo Executivo, portanto, não era urgente. Ao optar por este instrumento, o Governo atropelou o poder Legislativo para conferir ao Executivo a autorização de criar subsidiárias com o objetivo imediato de privatização. E de um modo geral e amplo, pois a medida não impõe limites e vale até dezembro de 2021 – 16 meses suficientes para dilapidar todo o patrimônio da Caixa, já que os efeitos da Medida serão irreversíveis, mesmo que não seja aprovada pelo Congresso.

A autorização é extremamente abrangente e permite que haja uma pulverização da atuação da Caixa por meio da criação de subsidiárias de vários níveis, impossibilitando o próprio controle da atuação do banco. O que enfraquece o papel social do banco público. A Medida contém apenas dois artigos, mas são devastadores para o banco que, há 159 anos constrói o seu patrimônio e sua história com olhar voltado à população. É assim desde as cadernetas de poupança para que os escravos conseguissem comprar suas cartas de alforria até o pagamento do auxílio emergencial para quase 65 milhões de brasileiros – ajudando o país a enfrentar a maior crise sanitária, social e economia dos últimos 100 anos.

A medida não vem para tornar a Caixa mais eficiente. Ao contrário, o que ela faz é abrir o caminho para que a Caixa seja “fatiada”, fique menor e perca espaço no mercado. Vender operações lucrativas do banco vai comprometer ação principal da Caixa, que é o seu papel social na área de habitação, crédito imobiliário, saneamento e tantas atividades que fazem da Caixa um banco público operador das principais políticas sociais do País, como o Programa Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, para citar apenas alguns.

A iniciativa enfraquece banco e o desenvolvimento regional por ele induzido porque pretende privatizar justamente as áreas mais rentáveis da Caixa, que contribuem significativamente para a capilaridade do banco e seu efetivo papel social, seja no benefício aos mais carentes ou no financiamento da infraestrutura.

Até que ponto a Caixa será um banco público que seja capaz de cumprir seu papel social, se ela será desmembrada, fatiada, despida dos meios que dão capacidade financeira ao banco? Ao submeter a ação do banco ao mercado e à lógica do lucro, haverá interesse em financiar estes programas sociais? A atualidade pode responder a estas perguntas. Diante da pandemia foi apenas a Caixa, enquanto banco público, que auxiliou a população durante a, possivelmente, maior crise da história do Brasil.

Assinam o manifesto:

Contraf-CUT; FEEB Bahia e Sergipe; FEEB São Paulo e Mato Grosso do Sul; Fetec Centro Norte; Fetec Paraná; Fetec São Paulo; Fetraf Rio de Janeiro e Espírito Santo; Fetrafi Minas Gerais; Fetrafi Nordeste; Fetrafi Santa Catarina; SEEB  ABC; SEEB Acre; SEEB Andradina; SEEB Angra; SEEB Apucarana; SEEB Araçatuba; SEEB Arapoti; SEEB Araraquara; SEEB Assis; SEEB Bahia; SEEB Baixada Fluminense; SEEB Barra do Garças; SEEB Barretos; SEEB Belo Horizonte; SEEB Brasília; SEEB Camaçari; SEEB Campinas; SEEB Campo Grande; SEEB Campo Mourão; SEEB Campos de Goytacazes; SEEB Cataguases; SEEB Catanduva; SEEB Chapecó; SEEB Cornélio Procópio; SEEB Curitiba; SEEB Divinópolis; SEEB Dourados; SEEB Espírito Santo; SEEB Extremo Sul da Bahia; SEEB Feira de Santana; SEEB Franca; SEEB Guarapuava; SEEB Guaratinguetá; SEEB Guarulhos; SEEB Ilhéus; SEEB Ipatinga; SEEB Irecê; SEEB Itabuna; SEEB Itaperuna; SEEB Jacobina; SEEB Jequié; SEEB Juazeiro; SEEB Juiz de Fora; SEEB Jundiaí; SEEB Limeira; SEEB Londrina; SEEB Macaé; SEEB Marília; SEEB Mato Grosso; SEEB Mogi; SEEB Naviraí; SEEB Nova Friburgo; SEEB Oeste da Bahia; SEEB Pará; SEEB Paranavaí; SEEB Patos de Minas; SEEB Petrópolis; SEEB Piracicaba; SEEB Ponta Porã; SEEB Porto Alegre; SEEB Rio de Janeiro; SEEB Rondônia; SEEB Rondonópolis; SEEB Roraima; SEEB Santos; SEEB São Carlos; SEEB São José do Rio Preto; SEEB São José dos Campos; SEEB São Paulo; SEEB Sergipe; SEEB Sul Fluminense; SEEB Teófilo Otoni; SEEB Teresópolis; SEEB Toledo; SEEB Três Lagoas; SEEB Três Rios; SEEB Tupã; SEEB Uberaba; SEEB Umuarama; SEEB Vale do Ribeira; SEEB Vitória da Conquista; SEEBF Piauí; SEEC Alagoas; SEEC Pernambuco; Sintraf Amapá; Sintraf Campina Grande; Sintraf Cariri; Sintraf Ceará; Sintraf Florianópolis; Sintraf Paraíba; Sintraf RIDE; SEEB Rio Claro; SEEB Corumbá; SEEB Jaú; SEEB Ribeirão Preto; SEEB Sorocaba; SEEB Votuporanga; SEEB Presidente Venceslau; SEEB Bragança Paulista; SEEB Taubaté; SEEB Presidente Prudente; SEEB Lins.

Fonte: Contraf-CUT

Saúde e Condições de Trabalho, tema debatido na mesa de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta terça-feira (11), é uma das prioridades da categoria para a Campanha Nacional 2020. Metas abusivas e assédio moral; saúde e condições de trabalho no teletrabalho; não ter perdas quando afastados (complementação, antecipação, não haver descomissionamento) estão entre os temas a serem debatidos na área da saúde.

“Diante do alto índice de adoecimento, que cresceu com a pandemia, gerado por metas abusivas e pressão por resultados, o tema tem que ser levado a sério por parte dos bancos”, disse o secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles.

Para Mauro, os serviços médicos dos bancos precisam ter como foco as pessoas e não podem se submeter à área comercial. “O trabalhador, quando adoece, deve merecer atenção por parte das empresas, não pode ter perdas em sua renda e deve contar com presteza nos encaminhamentos médicos e previdenciários”, explicou o dirigente da Contraf-CUT ao afirmar que a prevenção deve ser prioridade.

  • Ouça no podcast da Contraf-CUT (no Soundcoud ou no Spotify) a entrevista com Mauro Salles

Direito garantido

Mauro lembra que a legislação brasileira diz que a participação da representação dos trabalhadores na análise dos dados, no monitoramento e no envolvimento dos trabalhadores nas medidas de cuidados com a saúde deve ser efetiva. “Para isso a participação dos trabalhadores é essencial e o acesso às informações são muito relevantes”.

A Norma Regulamentadora nº 7 estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. “Tudo isso está colocado nas nossas reivindicações entregues aos bancos. Agora, buscaremos firmar compromissos concretos, pois, na nossa opinião, é obrigação dos bancos avançarem nesses pontos”.

Consulta Nacional

A consulta nacional feita este ano com quase 30 mil bancários mostra que, para mais da metade dos entrevistados (54,1%), o cansaço e a fadiga constante são resultados da cobrança excessiva pelo cumprimento de metas. A crise de ansiedade foi apontada por 51,6% como impacto na saúde.

Outros efeitos do trabalho exaustivo identificados na consulta foram dificuldade para dormir (39,3%); crise de ansiedade (51,6%); crises constantes de dor de cabeça (24,2%), e dores de estômago e gastrite (24,1%). Mais de um terço dos bancários (35%) recorrem a antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes para se medicarem.

Adoecimento crescente

A reestruturação das atividades bancárias nas últimas décadas modificou o contexto de trabalho trazendo crescente adoecimento da categoria. Gerou mais pressão e levou muitos trabalhadores do setor a se afastarem do trabalho.

Levantamento do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) com dados da Previdência Social mostra que, de 2009 a 2013, houve um aumento de 40,4% do número total de auxílio-previdenciário e de auxílio-acidentário concedidos aos trabalhadores do setor bancário. Nos demais setores da economia também houve elevação do número de benefícios no período, porém, num ritmo menor do que o verificado nos bancos. Nesses setores, o crescimento foi de 26,2%.

Quando o tema é o dano à saúde, o destaque vai para o aumento das doenças relacionadas ao trabalho como os transtornos mentais. De 2014 a 2018, os transtornos mentais e comportamentais foram a principal causa dos afastamentos, com participação crescente, em torno de 28%.

Bancários na pandemia

Em 2020, o Comando Nacional dos Bancários negociou com a Fenaban e conquistou medidas para prevenção da saúde da categoria logo no início da pandemia. Ao longo da quarentena, cerca de 300 mil bancários foram trabalhar em casa, ou simplesmente liberados do comparecimento ao local de trabalho, sem redução nos salários ou perda de direitos. O movimento sindical também vem cobrando o afastamento de funcionários que coabitam com pessoas de grupos de riscos. Mesmo assim, o atendimento à população foi mantido e se mostrou essencial durante a pandemia.

Fonte: Contraf-CUT

Começou agora à tarde a terceira rodada de negociação do Comando Nacional d@s Bancári@s com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Hoje, o tema será Saúde e Condições de Trabalho. Antes do início das negociações, a categoria realizou um tuitaço (#SaúdeAcimaDoLucro) para mostrar a preocupação com o tema.

Acompanhe a negociação. Fique ligado nas redes sociais da Contraf-CUT para saber o que aconteceu na reunião.

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Fonte: Contraf-CUT

Os empregados da Caixa Econômica Federal são veementemente contrários à Medida Provisória (MP) 995, editada pelo governo federal na sexta-feira (7), para permitir que a Caixa abra o capital das suas subsidiárias, entre elas a de seguros e cartões.

A MP encaminhada ao Congresso – assinada pelo presidente e ministro Paulo Guedes (Economia) – autoriza as subsidiárias do banco público a incorporar ações de outras sociedades empresariais e a aquisição controle societário ou participação minoritária em empresas privadas.

A MP foi criada para a venda das subsidiárias Caixa Seguridade, quarto maior grupo segurador do país, e Caixa Cartões, voltada para o setor de meios de pagamento. A ideia é que a Caixa continue societária nesses negócios embora a modelagem ainda não esteja definida.

Para Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/ Caixa) e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), é mais uma tentativa de enfraquecimento do banco público. “Nossa luta histórica é pela Caixa 100% Pública. Somos contrários a qualquer tipo de venda que possa enfraquecer a nossa instituição, que é uma das mais importantes para o desenvolvimento do Brasil.

O secretário de Finanças da Contraf-CUT e presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, revelou que as entidades estudam medidas cabíveis para impedir que o governo faça a privatização da Caixa. “A edição de uma MP que coloca em risco um dos principais patrimônio da população brasileira, a Caixa, no momento que o país atinge a triste marca 100 mil mortes por covid-19, demonstra que o único objetivo do governo é vender o patrimônio público. Não tem nenhuma consideração com a vida.”

A Conselheira de Administração da Caixa, Rita Serrano, destaca que, na verdade, isso já vinha sendo feito, e que questionava no CA que não havia legislação que autorizasse, o que agora lamentavelmente ocorre com a MP. “Estão legalizando um processo que já acontece. A Caixa criou subsidiárias nas áreas de cartões e loterias, anunciou que na de seguros será a primeira a ser feito IPO, inclusive já comunicando o mercado; quer criar em DTVM e fala em um banco digital”, explica.

Ela compara essas manobras à venda de um carro do qual não se tem o documento que autorize a transferência: vai sendo vendido aos pedaços, por partes, restando apenas a sucata. E isso, aponta, em plena pandemia, quando nações como Alemanha e Canadá, por exemplo, usam as instituições públicas para tentar reconstruir o país.

Fonte: Contraf-CUT